Pescas

Introdução


O sector da pesca em Angola é constituído pelos segmentos da pesca de captura continental, pesca de captura marítima, aquicultura (continental e marítima) e sal.​

Pesca de Captura Continental: é a única pesca que tem a possibilidade de expansão devido à grande rede de rios em Angola, mas não possui estruturas logísticas adequadas. Este tipo de pesca é utilizado, maioritariamente, para consumo próprio de pescadores/agricultores do interior de Angola e é feita através de meios artesanais. 

Pesca de Captura Marítima: existe uma limitação da produção futura da pesca de captura, a maioria das espécies de valor comercial já estão sobre exploradas, e existe o risco de diminuição da diversidade. Faltam infraestruturas em todos os segmentos da cadeia de valor da pesca de captura marítima, em particular para pesca artesanal.

Aquicultura: é considerada como uma das soluções para atender à forte procura de peixes do mercado Angolano. Existem, actualmente, uma dúzia de empresas comerciais que produzem tilápias. Existem grandes oportunidades ambientais para o desenvolvimento da aquicultura continental e marinha. O principal problema diz respeito à falta de serviços para o sector, em particular os serviços financeiros e a assistência técnica aos pequenos criadores. O segmento da aquicultura poderá ser considerado um investimento com potencial de elevada de rentabilidade, uma vez que Angola apresenta excelentes condições naturais para produção aquícola continental e existe mercado interno e internacional para consumo de tilápia.

Sal: existem numerosas áreas costeiras adequadas para a produção de sal e existe uma forte procura para consumo humano. A procura nacional por sal é maior que a produção. Os principais problemas são os custos de energia, de transporte e a falta de diversificação do produto. O segmento do sal emprega a força de trabalho local. Existem cerca de vinte empresas comerciais e a produção está concentrada em Benguela. O segmento do sal também poderá ser considerado um investimento com potencial de elevada rentabilidade, uma vez que Angola não produz sal suficiente para consumo interno.