Turismo

Introdução


Ao longo dos últimos anos, o turismo tem aumentando o seu peso no total de exportações de Angola (em 2017 representava cerca de 2,5% das exportações Angolanas), contudo, este aumento deve-se essencialmente à diminuição das exportações de outros sectores produtivos da economia Angolana, nomeadamente do sector petrolífero. Em relação ao peso do turismo no PIB de Angola, atingiu os 0,72% em 2017.

O peso do investimento privado e público, no turismo, é dos mais baixos se comparado com outros países Africanos. O investimento privado no turismo representa entre 30% a 60% do observado nos países pares, e cerca de 50% do observado na SADC. O investimento público no turismo está no nível mais baixo face aos pares, excepto a África do Sul (país com a actividade de turismo com uma escala bastante superior a Angola). 

O turismo doméstico tem um elevado peso em Angola, estando em linha com a média mundial, mas bastante acima do valor de países com o turismo num estágio superior de desenvolvimento da actividade. A contribuição do segmento doméstico é de 70% em Angola (dados de 2017), maior que todos países e regiões de comparação, excepto a de Moçambique e Namíbia, com 77% e 75% respectivamente.

A capacidade de alojamento do turismo em Angola está concentrada essencialmente em 3 províncias, a saber: Luanda, Benguela e Huíla.

 

Apesar do alojamento dominante em Angola ser constituído por hospedarias, os hotéis têm maior peso no que toca ao número de quartos e camas oferecidas, empregando também mais funcionários do que outros tipos de alojamento.

Angola não regista uma forte diversificação de turistas internacionais. Dos cerca de 217,7 milhares de turistas que visitaram Angola em 2019, cerca de 27% vieram de Portugal. Por outro lado, verificou-se um aumento de turistas provenientes de França e uma redução da África do Sul.

 

Em 2018, verificou-se que 80% dos turistas domésticos se concentram em Luanda (33%), Benguela, Cuanza Sul e Huíla.